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RÃS, SAPOS, SALAMANDRAS, PERERECAS....

Algo entre répteis e peixes, alguns nascem de um jeito e são completamente diferentes quando adultos, possuem aparência pegajosa... Estamos falando dos anfíbios! O Brasil possui a maior variedade de espécies de anfíbios no mundo, sendo a grande maioria pertencente à ordem Anura, que irei explicar mais abaixo.
Além de serem bonitos e diferentes, os anfíbios são considerados indicadores ecológicos, ou seja, quando algo está errado no ambiente, os primeiros a sofrerem são eles. Por este motivo, quando mantidos em cativeiro devemos fornecer um microambiente adequado, com temperatura e umidade controladas, higiene e água de ótima qualidade.

A classe Amphibia é dividida em três ordens: Gymnophiona, Caudata e Anura. 

A ordem Gymnophiona compreende os animais conhecidos como Cecílias ou Cobras-Cegas. São animais cegos e não possuem patas, vivem em ambiente subterrâneo, por isso são difíceis de serem encontrados. No Brasil existem cerca de 20 espécies conhecidas.

A classe Caudata possui os animais com cauda, como o próprio nome sugere. São as salamandras. Aqui no Brasil há apenas uma espécie conhecida, e habita a região amazônica.
Por último, mas não menos importante, a ordem Anura tem como representantes os sapos, rãs e pererecas. O Brasil possui a fauna mais rica em Anuros no mundo, com aproximadamente 600 espécies conhecidas.

Nos últimos anos, o crescente interesse das pessoas em possuir animais "diferentes" em casa, passou a exigir conhecimentos extras dos médicos veterinários. Os anfíbios estão nas listas destes animais diferenciados, entrando cada vez mais na rotina clínica especializada.

Como na maioria dos outros animais silvestres e exóticos, a grande parte dos problemas apresentados por um paciente anfíbio está relacionada ao manejo incorreto em cativeiro. Por este motivo, como já dito anteriormente, a chave para prevenção de doença nestes e em outros animais, está ligada ao fornecimento de um microambiente adequado à espécie, assim como alimentação correta e de qualidade.

Doenças fúngicas, bacterianas e parasitárias são relativamente comuns em anfíbios, podendo apresentar-se de diversas maneiras. A origem deve ser investigada e tratada o quanto antes.
É de extrema importância o controle médico dos anfíbios mantidos em cativeiro. Ao menos uma vez ao ano deve-se levar o animal a um veterinário especializado, realizar um check-up e recolher informações sobre dietas saudáveis. 

Devemos lembrar que estes animais são muitas vezes recolhidos da natureza, então precisamos pensar duas vezes antes de adquirir um, e, caso já possua, deve-se oferecer tudo do bom e do melhor, assegurando o bem-estar do animal.


Thiago Mathias Chiariello
Médico Veterinário

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